Olhar. Sorriso. Mão. Beijo. Abraço. Sofá. Tv. Cafuné. Braços. Carinhos. Cheiro. Beijo. Beijo. Tv. Conversa. Piada. Estórias. Atenção. Beijo. Cozinha. Coca-cola. Conversa. Tv. Risos. Risos. Beijos. Beijos. Calor. Ventilador. Beijos. Carinhos. Luz. Beijos. Carinho. Calor. Bom. Quente. Orelha. Beijos. Carinhos. Pé. Carinhos. Braço. Quente. Quente. Beijos. Cabelo. Beijos. Cheiro. Cheiro. Pescoço. Dente. Cheiro. Beijo. Carinho. Olho. Sorriso. Carinho. Risos. Barulhos. Silêncios. Quente. Beijos. Amor. Igual. Igual. Beijo. Beijo. Bom. Amor. Cabeça. Coração. Amor. Bom. Beijo. Carinho. Cafuné. Quente. Pesado. Bom. Beijo. Carinho. Sono. Cafuné. Encaixe. Braço. Travesseiro. Bom. Beijo. Sono. Sonho. Mão. Cabelo. Cafuné. Carinho. Carinho. Olhos. Olhos. Carinho. Quente. Ventilador. Sono. Sono. Sono. Despertador. Beijo. Sono. Olhos. Beijo. Roupas. Chaves. Porta. Portão. Carro. Farol. Escada. Banho. Cama. Caderno. Caneta. Travesseiro. Telefone. Sono. Amanhã.
domingo, janeiro 21, 2007
terça-feira, janeiro 16, 2007
igual
Todo dia era sempre a mesma coisa. Aquela rotina batida, vida automática. O que mais a angustiava nem era a rotina em si, mas a falta de perspectiva de mudança. O medo de nunca, nada se tornar diferente. Mas acontece, que ela também tinha medo de mudar. Ela tinha tanto medo de mudança que ela comprava sempre o mesmo xampu, o mesmo creme, o mesmo perfume, as mesmas calcinhas na mesma loja. Quando ia para o seu trabalho entrava todo dia no mesmo vagão do metrô. Encontrava lá as mesmas pessoas, o que a fazia crer que não era só ela que fazia as coisas do mesmo jeito sempre. O mesmo café da manhã, o mesmo almoço, as mesmas piadas, as mesmas conversas. O mesmo trabalho, discussões e brigas. A volta pra casa igual. O banho igual e o sono igual. Ela chegou a sonhar igual. Tudo igual.
Mas aí, tudo mudou.
Mas aí, tudo mudou.
sábado, janeiro 06, 2007
brinde
Hoje, meus amigos, eu quero propor um brinde às coisas simples!
Um brinde a um dia tranqüilo, a uma comida gostosa, a uma música que a gente não escuta há muito tempo.
Queria brindar às crianças brincando até ficarem parecendo uns porquinhos felizes com as bochechas rosadas e as bocas lambuzadas de chocolate.
Um brinde à uma cerveja bem gelada – brindemos com ela!
A um cafuné espontâneo, a um coração que dispara e dá frio na barriga.
Vamos brindar aos bolos de chocolate e a um ou dois dias de saudade, não mais do que isso.
Um brinde ao momento em que se mata a saudade e que se faz as pazes.
Um brinde a um beijo na boca bem dado, a uma noite bem dormida e a um sonho bom.
Um brinde a um dia tranqüilo, a uma comida gostosa, a uma música que a gente não escuta há muito tempo.
Queria brindar às crianças brincando até ficarem parecendo uns porquinhos felizes com as bochechas rosadas e as bocas lambuzadas de chocolate.
Um brinde à uma cerveja bem gelada – brindemos com ela!
A um cafuné espontâneo, a um coração que dispara e dá frio na barriga.
Vamos brindar aos bolos de chocolate e a um ou dois dias de saudade, não mais do que isso.
Um brinde ao momento em que se mata a saudade e que se faz as pazes.
Um brinde a um beijo na boca bem dado, a uma noite bem dormida e a um sonho bom.
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Vou-me embora para passárgada
Vou-me embora pra Passárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada
Vou-me embora pra Passárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Passárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Lá sou amigo do rei
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada
Manoel Bandeira
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada
Vou-me embora pra Passárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Passárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Lá sou amigo do rei
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada
Manoel Bandeira
quinta-feira, dezembro 14, 2006
De Babe Lavenère (desculpe o engano!!)
Íntimo Decreto Lei 27112003, Carmesim ou Pequena Ode ao Homem Desencantado
Dar um fim às coisas que já tiveram fim.
Dar um fim às coisas que já tiveram fim.
Estou dolorida,
Sinto medo, ai de mim!
Quero sentir outras coisas. Melhores. Mais vida!
Das cores, a mais: quero o carmim.
Uma paixão arrebatadora e falada.
Uma paixão arrebatadora e falada.
Se for príncipe encantado: nego,
Quero coisa desencantada!
Mas não ao desencanto, disso não sossego.
Ao homem real: nascí pra ser amada
Ai, como era bom!!!
Eu gosto tanto de te saber aqui por exemplo, numa segunda feira de manhã. É tão bom conversar horas de besteira com você nas posições em que acomodamos mais esdruxulamente as nossas pernas. E você esticar um pouquinho o seu braço e brincar com um carrinho esquecido embaixo da cama enquanto eu carinho as suas costas. E te beijar e começar tudo outra vez, sem pressa. Observar suas mãos, encaixar os meus pés nos seus, fazer amor até cansar. Tomar um banho e voltar pra cama. Sem pressa. E pensar em como você não tem noção de como eu me sinto ao te beijar no meio de um supermercado com desejo suficiente pra te amar para o resto de minha vida.
terça-feira, dezembro 12, 2006
tema recorrente
É no domingo que tudo fica pior por que sozinha eu sou todos os dias, mas no domingo eu sou mais. No domingo, o dia se arrasta. Parece que tudo fica mais preguiçoso, mais quieto e eu mais sozinha. No domingo eu não tenho saco, não tenho paciência. E sou mais sozinha.
Era pra ser no domingo que eu passaria toda a manhã na cama, mas não sozinha.
No domingo eu almoçaria alguma coisa bem gostosa e iria ao cinema a tarde. Tomaria um sorvete ou um café.
Ou então, clube pela manhã, muito sol, papo animado. Um cochilo comprido a tarde com direito a muito carinho, um banho a dois, jantarzinho e amor. Amor sem fim.
Ah, mas hoje eu estou me sentindo tão sozinha!
Era pra ser no domingo que eu passaria toda a manhã na cama, mas não sozinha.
No domingo eu almoçaria alguma coisa bem gostosa e iria ao cinema a tarde. Tomaria um sorvete ou um café.
Ou então, clube pela manhã, muito sol, papo animado. Um cochilo comprido a tarde com direito a muito carinho, um banho a dois, jantarzinho e amor. Amor sem fim.
Ah, mas hoje eu estou me sentindo tão sozinha!
domingo, novembro 12, 2006
:)
Uma flor. Uma bem colorida, e um beija flor. Daqueles pequenininhos meio azulados.
Som de passarinhos e de água correndo. Árvores. Muitas.
E grama, mas daquelas que não pinicam.
Algumas borboletas amarelas e azuis.
Música. Musiquinha baixinha.
Umas crianças brincando perto de um laguinho.
Uma cesta de piquenique com muitas coisas gostosas.
Colo de mãe. Colo de filho.
Companhia de amigos. Sorriso.
Gargalhada. Chorar de rir. Férias.
I am feellin´ good!
Som de passarinhos e de água correndo. Árvores. Muitas.
E grama, mas daquelas que não pinicam.
Algumas borboletas amarelas e azuis.
Música. Musiquinha baixinha.
Umas crianças brincando perto de um laguinho.
Uma cesta de piquenique com muitas coisas gostosas.
Colo de mãe. Colo de filho.
Companhia de amigos. Sorriso.
Gargalhada. Chorar de rir. Férias.
I am feellin´ good!
domingo, novembro 05, 2006
por que as vezes, parece fazer sentido de novo...
De repente me veio o seu cheiro. Aquele que eu gosto tanto. O cheiro que você tem quando você chega. Na verdade, o cheiro do seu perfume. Um cheiro que vem de perto do seu pescoço. Esse cheiro me traz tanta coisa boa!!! E, sabe que pensando no cheiro do seu perfume, me veio agora o seu cheiro. O seu mesmo, o da sua pele. Um cheiro que nenhum outro ser humano tem. Um cheiro que eu seria capaz de farejar a metros, quilômetros, de uma forma totalmente animal, selvagem. O cheiro que tem suas costas quando depois e a sua bochecha quando antes.
E engraçado é que começam a me vir os seus cheiros sem parar... seus sons.
Eu conheço o cheiro do seu hálito, cheiro dos seus cabelos, das suas roupas, do interior do seu carro e até da sua casa.
Conheço o som de você dormindo, rindo, falando, resmungando, seus instrumentos, suas táticas, manhas e artimanhas.
Eu te conheço mais do que você pode imaginar. Eu sei o que você quer me dizer com suas meias palavras e atitudes disfarçadas. Te conheço muito melhor do que você pode imaginar
E engraçado é que começam a me vir os seus cheiros sem parar... seus sons.
Eu conheço o cheiro do seu hálito, cheiro dos seus cabelos, das suas roupas, do interior do seu carro e até da sua casa.
Conheço o som de você dormindo, rindo, falando, resmungando, seus instrumentos, suas táticas, manhas e artimanhas.
Eu te conheço mais do que você pode imaginar. Eu sei o que você quer me dizer com suas meias palavras e atitudes disfarçadas. Te conheço muito melhor do que você pode imaginar
sexta-feira, novembro 03, 2006
Da série: Músicas que falam por mim...
Amor é um livro (um livro bom)
Sexo é esporte (é, eu diria que sim)
Sexo é escolha
Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
(..)
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão
Sexo é pagão
(...)
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval (seguuuuura mangueiraaaa!!!
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...
Amor sem sexo, É amizade
Sexo sem amor, É vontade
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois
E tal e coisa... e coisa e tal!!!
Composição: Cilze Mariane Costa Honório, Rita Lee, Roberto de Carvalho e Arnaldo Jabor
Aparentemente, para mim o sexo é vermelho e o amor é cor de rosa
segunda-feira, outubro 23, 2006
As mãos
Minhas mãos buscam seu corpo
Meus sonhos buscam suas taras
Meus pés seguem seus caminhos
Minha boca busca sua língua
Minha língua, a sua nuca
O meu faro busca o seu cheiro
Meu desejo, sua carne
Meu braço pede sua mão
Seu abraço, seu coração
Seu cabelo, sua barba
Quero te ter ao meu lado
Nesse dia, que já tarda
E amanhecer sem dormir
Te decorando, te velando
Sonhando com o que está por vir
Meus sonhos buscam suas taras
Meus pés seguem seus caminhos
Minha boca busca sua língua
Minha língua, a sua nuca
O meu faro busca o seu cheiro
Meu desejo, sua carne
Meu braço pede sua mão
Seu abraço, seu coração
Seu cabelo, sua barba
Quero te ter ao meu lado
Nesse dia, que já tarda
E amanhecer sem dormir
Te decorando, te velando
Sonhando com o que está por vir
terça-feira, outubro 17, 2006
trocaram
Quero saber quem foi e com que direito trocaram meus olhos???
Eu exijo uma explicação por que eu estava aqui o tempo todo e não autorizei ninguém a fazer isso.
Eu mereço satisfação uma vez que bem quietinha fiquei e não mexi com ninguém.
Meus olhos queridos que sempre enxergaram o que eu queria e como eu queria.
Bem os meus olhinhos obedientes que não ousavam olhar para o que não deviam.
Agora, vai. Me diga! O que que eu faço se eu continuo te olhando como sempre te olhei mas agora vejo alguma coisa além??
O que que eu posso fazer se eu olho igual, mas vejo diferente??
Por que é que eu sei exatamente pra o que eu olho e não tenho a menor idéia do que eu vejo??
Como é que isso pôde acontecer? Como mexem nos meus próprios olhos e eu não vejo nada?
A não ser que o problema não seja bem visual e sim no processamento das informações que meus olhos captam. É capaz que algum fio se soltou, ou que por algum motivo, algum fato acontecido, se deu um curto circuito e é por isso que, o que eu olho não corresponde ao que eu vejo.
Vai ver que o caminho que essa informação percorre dos olhos ao cérebro sofreu um desvio para obras e ela acabou sendo assimilada pela emoção.
É isso!! Só pode ser!! É que antes eu te via com os olhos e te enxergava com a razão; agora eu te olho com os olhos e te enxergo com o coração.
Eu exijo uma explicação por que eu estava aqui o tempo todo e não autorizei ninguém a fazer isso.
Eu mereço satisfação uma vez que bem quietinha fiquei e não mexi com ninguém.
Meus olhos queridos que sempre enxergaram o que eu queria e como eu queria.
Bem os meus olhinhos obedientes que não ousavam olhar para o que não deviam.
Agora, vai. Me diga! O que que eu faço se eu continuo te olhando como sempre te olhei mas agora vejo alguma coisa além??
O que que eu posso fazer se eu olho igual, mas vejo diferente??
Por que é que eu sei exatamente pra o que eu olho e não tenho a menor idéia do que eu vejo??
Como é que isso pôde acontecer? Como mexem nos meus próprios olhos e eu não vejo nada?
A não ser que o problema não seja bem visual e sim no processamento das informações que meus olhos captam. É capaz que algum fio se soltou, ou que por algum motivo, algum fato acontecido, se deu um curto circuito e é por isso que, o que eu olho não corresponde ao que eu vejo.
Vai ver que o caminho que essa informação percorre dos olhos ao cérebro sofreu um desvio para obras e ela acabou sendo assimilada pela emoção.
É isso!! Só pode ser!! É que antes eu te via com os olhos e te enxergava com a razão; agora eu te olho com os olhos e te enxergo com o coração.
ah! se eu te pego...
Ah! Se eu te pego hoje...
Ah! Se eu te pego agora...
Bem agora que o que eu sinto transborda e não cabe dentro de mim.
Agora que eu acordei querendo mais do sonho da noite inteira.
Ah! Se eu não tivesse trabalho e responsabilidades. Ah! Se você também não os tivesse...
Eu passaria na sua casa agora e te seqüestraria, te levaria pra onde eu bem entendesse e faria com você o que me viesse à cabeça.
Ah! Hoje você não teria folga!
Ah! E você ia gostar! Hoje eu quero ser sua. Quero muito. Quero agora. Quero o dia inteiro. Quero mais. Quero o tempo todo.
Ah! Na hora em que eu te encontrar cada anjo desse universo vai me invejar. Cada amante vai querer o meu lugar. Ah! A hora em que eu te encostar...
E na hora em que eu enfim te beijar – com uma vontade acumulada de dias – aí, vão sair faíscas e meu corpo vai me agradecer, meu coração vai festejar e se tudo der certo, nós vamos nos entregar. Vamos nos render a nossos desejos que nos consomem as madrugadas. Que nos tiram o sono e nos trazem sonhos!
Ah! Se eu te pego agora!
Ah! Se eu te pego agora...
Bem agora que o que eu sinto transborda e não cabe dentro de mim.
Agora que eu acordei querendo mais do sonho da noite inteira.
Ah! Se eu não tivesse trabalho e responsabilidades. Ah! Se você também não os tivesse...
Eu passaria na sua casa agora e te seqüestraria, te levaria pra onde eu bem entendesse e faria com você o que me viesse à cabeça.
Ah! Hoje você não teria folga!
Ah! E você ia gostar! Hoje eu quero ser sua. Quero muito. Quero agora. Quero o dia inteiro. Quero mais. Quero o tempo todo.
Ah! Na hora em que eu te encontrar cada anjo desse universo vai me invejar. Cada amante vai querer o meu lugar. Ah! A hora em que eu te encostar...
E na hora em que eu enfim te beijar – com uma vontade acumulada de dias – aí, vão sair faíscas e meu corpo vai me agradecer, meu coração vai festejar e se tudo der certo, nós vamos nos entregar. Vamos nos render a nossos desejos que nos consomem as madrugadas. Que nos tiram o sono e nos trazem sonhos!
Ah! Se eu te pego agora!
quarta-feira, outubro 11, 2006
greve
Mas chega a ser difícil descrever o que eu sinto. Pode não ser fácil entender, mas o sentimento que mais me tira do sério é a frustração; E nenhum outro sentimento me representa melhor hoje .
Quando eu me proponho a fazer uma greve pra buscar um aumento razoável de salário, correndo o risco de me queimar no setor, de ter que pagar a greve com horas extras (sem contar o tanto que se gasta e engorda numa greve) eu quero voltar ao trabalho vitoriosa. Tá, que quase nunca a gente tem o aumento que queria, mas eles calam a nossa boca com besteirinhas como abonos salariais, um reajustezinho nos vales-refeição, uns diaszinhos de abono, 13º cesta alimentação... mas a gente ficar com todo o ônus e sair com um reajuste de 3,5% (menos de 1% real - tem 2,85% de inflação no ano) é no mínimo frustrante.
Eu vou voltar pro meu setor com a maior cara de tacho que ja houve, e vou falar pra minha chefe "eu tava faltando pra que nós pudessemos ter um aumento" e ela vai pensar "vc faltou 13 dias, deixou um monte de trabalho acumulado pra me voltar com 3,5% de aumento?? tenha paciência! pensei que vc era melhor!"
De novo eu termino a greve pensando "Maldita campanha unificada dos bancos!" e "eu vou deixar de ser sindicalizada, sindicatozinho de merda, vendido, bando de pelegos!"
Mais uma vez, questiono se meus planos de aposentar pelo banco não é uma ilusão idiota.
Cada vez mais me sinto incapaz de vestir a camisa.
Vamos estudar, meu povo! É a única solução.
Quando eu me proponho a fazer uma greve pra buscar um aumento razoável de salário, correndo o risco de me queimar no setor, de ter que pagar a greve com horas extras (sem contar o tanto que se gasta e engorda numa greve) eu quero voltar ao trabalho vitoriosa. Tá, que quase nunca a gente tem o aumento que queria, mas eles calam a nossa boca com besteirinhas como abonos salariais, um reajustezinho nos vales-refeição, uns diaszinhos de abono, 13º cesta alimentação... mas a gente ficar com todo o ônus e sair com um reajuste de 3,5% (menos de 1% real - tem 2,85% de inflação no ano) é no mínimo frustrante.
Eu vou voltar pro meu setor com a maior cara de tacho que ja houve, e vou falar pra minha chefe "eu tava faltando pra que nós pudessemos ter um aumento" e ela vai pensar "vc faltou 13 dias, deixou um monte de trabalho acumulado pra me voltar com 3,5% de aumento?? tenha paciência! pensei que vc era melhor!"
De novo eu termino a greve pensando "Maldita campanha unificada dos bancos!" e "eu vou deixar de ser sindicalizada, sindicatozinho de merda, vendido, bando de pelegos!"
Mais uma vez, questiono se meus planos de aposentar pelo banco não é uma ilusão idiota.
Cada vez mais me sinto incapaz de vestir a camisa.
Vamos estudar, meu povo! É a única solução.
a quatro mãos II - A missão
Devaneios em uma tarde de trabalho por notas pessoais, parte dois.
D - Tempestivamente, beijou minha boca sem que eu percebesse
D - Inesperadamente, fechou os olhos antes que chovesse
J - Luxuriosamente, desejou meu corpo como se não mais pudesse
J - Inadvertidamente, confessou seu amor por mim antes que o sol nascesse
D - Não importou-se se imoralmente me beijasse o corpo todo ardente
D - Não controlou-se e indecentemente me passava a mão incessantemente
J - Ignorou a presença de todos e me rasgou a roupa
J - Implorou minha língua em seu mamilo como louca
D - Silenciosamente me puxou e me implorou que eu a escondesse
D - DESPERCEBIDAMENTE se entregou esperando que eu a comesse
J - Sentiu seu sangue quente correr queimando em chama
J - E padeceu de prazer, esmoreceu descansando em sua cama
D - Insistentemente lembro dos momentos, lembro que gostei
D - Lembro da sua boca, de sua mão, do seu corpo, lembro que gozei.
D - Tempestivamente, beijou minha boca sem que eu percebesse
D - Inesperadamente, fechou os olhos antes que chovesse
J - Luxuriosamente, desejou meu corpo como se não mais pudesse
J - Inadvertidamente, confessou seu amor por mim antes que o sol nascesse
D - Não importou-se se imoralmente me beijasse o corpo todo ardente
D - Não controlou-se e indecentemente me passava a mão incessantemente
J - Ignorou a presença de todos e me rasgou a roupa
J - Implorou minha língua em seu mamilo como louca
D - Silenciosamente me puxou e me implorou que eu a escondesse
D - DESPERCEBIDAMENTE se entregou esperando que eu a comesse
J - Sentiu seu sangue quente correr queimando em chama
J - E padeceu de prazer, esmoreceu descansando em sua cama
D - Insistentemente lembro dos momentos, lembro que gostei
D - Lembro da sua boca, de sua mão, do seu corpo, lembro que gozei.
terça-feira, outubro 10, 2006
"divagar, quase pairando"
Eu não consigo dominar meus pensamentos mas as vezes eu gosto de montar nele, mesmo assim sem rédea nem arreio. E aí eu começo a voar sem rumo por certos lugares até já imaginados, situações revividas. Também vou a lugares que eu não quero ir e encontro pessoas que eu não queria ver, por que ele me domina. Meu pensamento não é meu.
Mas também tem vezes que eu vou bem onde eu queria ir e encontro também as pessoas certas, mas não sinto o que eu queria sentir. Eu sinto diferente. As vezes com raiva, outras irritantemente paciente. Em algumas ocasiões com algumas milhares de borboletas voando dentro da minha barriga e eu não posso controlar por que minha imaginação não é minha. Ela não me pertence.
Mas eu pertenço a ela e ela faz de mim o que bem quer. Me faz rir sozinha até não poder mais pensando em coisas engraçadas e depois me faz chorar pensando numa triste e depois me incomoda até eu beirar a loucura com seus milhões de homenzinhos falantes que moram dentro da minha cabeça e nunca chegam a uma conclusão sobre nada e então ficam dando suas opiniões até eu finalmente conseguir pensar em outra coisa.
Mas também tem vezes que eu vou bem onde eu queria ir e encontro também as pessoas certas, mas não sinto o que eu queria sentir. Eu sinto diferente. As vezes com raiva, outras irritantemente paciente. Em algumas ocasiões com algumas milhares de borboletas voando dentro da minha barriga e eu não posso controlar por que minha imaginação não é minha. Ela não me pertence.
Mas eu pertenço a ela e ela faz de mim o que bem quer. Me faz rir sozinha até não poder mais pensando em coisas engraçadas e depois me faz chorar pensando numa triste e depois me incomoda até eu beirar a loucura com seus milhões de homenzinhos falantes que moram dentro da minha cabeça e nunca chegam a uma conclusão sobre nada e então ficam dando suas opiniões até eu finalmente conseguir pensar em outra coisa.
O que eu gosto mesmo é quando me surpreendo com pensamentos nunca antes imaginados e me deleito com eles!! Eu poderia morar ali, na minha imaginação pra sempre. Adoro os meus pensamentos sem noção. Adoro os que me fazem rir. Os que são totalmente longe da realidade. Os que tem tarjas pretas. Tarjas pretas de censura e os de advertência por que podem causar dependência química! Gosto tanto que não quero parar de pensar. Quero morar nesse meu mundo que eu construo todos os dias, onde eu também não tenho controle de nada, mas me divirto demais!!!
E os homenzinhos da minha cabeça continuam lá, falando, discutindo... Aliás, querem fazer o favor de sair daí ou de pelo menos me deixar aqui quieta e calar a boca que eu quero dormir?? Obrigada.domingo, outubro 08, 2006
queria
Eu queria sentir você.
Em qualquer momento, agora, no meio de um monte de gente, eu queria sentir você.
Podia ser você me tocando, me beijando, me cheirando.
Queria sentir a sua mão apertando a minha.
Queria sentir você me apertando contra a parede e me tirando o fôlego. Sentir seu coração batendo junto com o meu.
Mas por enquanto eu só sinto a sua falta.
Em qualquer momento, agora, no meio de um monte de gente, eu queria sentir você.
Podia ser você me tocando, me beijando, me cheirando.
Queria sentir a sua mão apertando a minha.
Queria sentir você me apertando contra a parede e me tirando o fôlego. Sentir seu coração batendo junto com o meu.
Mas por enquanto eu só sinto a sua falta.
terça-feira, setembro 19, 2006
triste
Eu estou triste. Definitivamente estou. Com uma tristeza sem fim. Mas é sem fim e sem um começo também. Eu estou com uma tristeza despropositada. Sem pé nem cabeça. Mas é uma tristeza que não vai embora, que insiste.Eu fico triste por que tenho sono, mas não quero perder tempo dormindo. Fico triste por que eu não leio, mas não quero ficar acordada até tarde. Fico triste trabalhando onde eu estou, mas sei que não poderia ter um lugar melhor pra mim agora. Fico triste por ter que andar de metrô, mas não iria de carro pro trabalho, nem se eu tivesse um. Fico triste quando não saio com meus amigos, mas tenho uma vontade enorme de descansar. Fico triste por saber que preciso me afastar um pouco, sabendo que poucas coisas no mundo me dão maior prazer do que estar próxima. Fico triste por causa de um comichãozinho que me dá no peito quando eu penso em amor, mas sei que eu preciso matar o que eu sinto. Fico triste quando vejo que eu estou conseguindo matar o que eu sinto. Eu sinto uma saudade, talvez, dos planos loucos que eu fiz. Me sinto triste pela amizade que eu perdi. Triste pelas palavras mal trocadas. Bom dias amargos. Me entristece saber que meu nome gera sentimentos ruins nas pessoas, embora eu saiba que ele também gere bons sentimentos. Me dá preguiça ter que explicar o que eu sinto, o que eu quero dizer. Fico triste quando não me entendem. Tinham que me entender sem mesmo eu ter que falar, mas não, nem quando eu explico, quando eu detalho, não adianta, não entendem. Fico triste por que eu não emagreço nem com a dieta mais xiita que já se ouviu falar, mas nem cogito a possibilidade de fazer algum exercício físico. Fico triste quando eu estou num bad hair day, mas não quero fazer nada a respeito. Fico triste de ter a obrigação de me sentir feliz, afinal tenho uma casa, uma família feliz, meu empreguinho e saúde, mas eu não me sinto plena e realizada com isso. Mas não quero fazer muito esforço pra me sentir plena e realizada de qualquer forma... Fico triste de ter uma saúde de ferro e torcer pra pegar um rotavírus ou torcer um pé só pra faltar no trabalho e poder descansar em casa. Fico triste de ter que me preocupar com rugas, manchas na pele e articulações enferrujadas por causa da idade, mas o tempo é cruel e acelera cada vez que eu penso nisso. Me entristece até o fato de eu querer exatamente o único incenso que eu não tenho, dos milhões que eu tenho, pra poder tentar meditar. Me entristece a minha falta de concentração, não consigo nem meditar, bons tempos aqueles em que eu conseguia. Fico triste o tempo todo, fico triste quando eu percebo que não passa de estar contente cada sorriso que eu dou. Fico triste mais ainda de perceber que a minha tristeza está dentro e que não há nada de fora que cure. Eu só ficaria contente. Fico triste por não ter mais 17 anos, por ter alisado os meus cabelos que eram tão lindos enroladinhos, por não querer aprender nada da faculdade, por não caber mais naquela calça que nunca tive coragem de jogar fora por que era a calça do parâmetro, por não poder pensar em ninguém quando eu ouço uma música bonita ou vejo um céu com muitas estrelas, por ter pouco dinheiro, pouco tempo. E a minha tristeza não vai embora e quanto mais triste eu fico, mais triste eu fico. Eu estou presa aqui. Não tem saída. Não tem pé, não tem cabeça. Não tem início, não tem fim. Não tem por quê nem pra quê.
segunda-feira, setembro 11, 2006
E pra acabar com a verborréia de hoje...
Sempre esteve claro, mas eu nunca quis mesmo ver.
Estava claro quando era diversão pura, enquanto ninguém se envolvia. Estava claro quando saiu do controle e eu me envolvi. Vinha muito mais de mim, eu sei, esteve claro.
Estava claro quando você me queria por instinto e quando você se arrependia pela manhã.
Sim, sempre esteve claro pra que se - e somente se - eu quisesse, eu pudesse ver. Mas eu nunca quis.
Eu sim, deixei claro sempre tudo o que eu quis e senti. Fui sincera - como sempre sou - desde sempre. O problema é que isso assusta. As pessoas não sabem lidar com sentimentos de outras pessoas quando eles estão lá, sinceros e expostos.
Não é culpa de ninguém.
É como a situação evoluiu.
É a causa do silêncio e a conseqüência do erro. Do meu erro. O erro de me envolver.
Não há mais nada a ser fazer.
O que eu não queria ver ver foi aos poucos aparecendo de forma permanente na minha frente, sem a menor possibilidade de volta.
Agora, aprenda com isso, Juliana. Mais uma vez você tem essa chance. A chance de aprender. E agora? o que você vai fazer com ela, hein, Juliana?
Estava claro quando era diversão pura, enquanto ninguém se envolvia. Estava claro quando saiu do controle e eu me envolvi. Vinha muito mais de mim, eu sei, esteve claro.
Estava claro quando você me queria por instinto e quando você se arrependia pela manhã.
Sim, sempre esteve claro pra que se - e somente se - eu quisesse, eu pudesse ver. Mas eu nunca quis.
Eu sim, deixei claro sempre tudo o que eu quis e senti. Fui sincera - como sempre sou - desde sempre. O problema é que isso assusta. As pessoas não sabem lidar com sentimentos de outras pessoas quando eles estão lá, sinceros e expostos.
Não é culpa de ninguém.
É como a situação evoluiu.
É a causa do silêncio e a conseqüência do erro. Do meu erro. O erro de me envolver.
Não há mais nada a ser fazer.
O que eu não queria ver ver foi aos poucos aparecendo de forma permanente na minha frente, sem a menor possibilidade de volta.
Agora, aprenda com isso, Juliana. Mais uma vez você tem essa chance. A chance de aprender. E agora? o que você vai fazer com ela, hein, Juliana?
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