Não. Não são lágrimas. Meus olhos estão assim, cheios d’água por causa da poeira que você deixou pra trás na hora que foi embora e não olhou pra o que estava sendo deixado.
Não. Não é febre. Minhas mãos estão suadas de ansiedade e de dúvida se você volta pra segurá-las.
Não. Não é frio. Eu estou tremendo desse jeito por que meu desejo transborda.
Não. Eu não estou rouca. É só um nó na minha garganta que me impede de falar o que eu sinto.
Não. Eu não estou cansada. Minha respiração está assim, ofegante por que eu lembrei de você num momento que me exige mais fôlego.
Não. Eu não estou com medo. Meu coração está batendo forte assim porque eu te amo.
segunda-feira, abril 23, 2007
quando dói o coração
Quando dói o coração, todo o corpo dói.
Por que permitimos que as pessoas entrem assim tão dentro da gente a ponto de sairem carregando um pedaço de nós quando partem? Por que nos damos tanto nos entregamos tanto, nos deixamos tanto em mãos não tão cuidadosas dos nossos sentimentos?
Deveríamos aprender a ficar na margem, olhando de longe a paisagem calma e nos satisfazer dessa visão, como quem se fascina com uma miragem. Mas não nos satisfaz olhar. Humanos que somos, precisamos absolutamente sentir, ao risco de nos afogar... e mergulhamos inteiramente.
E, vida afora, vamos mergulhando em promessas de amor eterno, felicidade infinita e mar de rosas. Não nos questionamos sobre probabilidades de perdas e decepções, pois só de pensar já é doloroso.
Dói... dói... dói e dói!... Mas isso não vai nos impedir de continuar, não vai nos impedir de viver. Pedaços de nós são ainda partes de nós e ninguém disse que precisamos chegar à velhice inteiros e sem marcas.
Isso é vida!!! Não desistir, manter-se de pé, doendo, mas de pé, cabeça erguida na direção do desconhecido e peito cheio de esperança que a próxima vez será diferente.
Grandes artistas obtiveram o melhor das suas obras nos grandes momentos de aflição e dor. Faça o mesmo: Mostre o que de grande há em você tirando partido das suas decepções!
Construa-se!!!
Tenha em mente que não é você que não foi digno daquele amor, mas aquele amor que não foi digno de você. E se faz parte da vida caminhar entre flores e espinhos, não se esquive do caminho.
Caminhe!!!
Amanhã talvez seja diferente. E talvez não. Mas entre as subidas e descidas,você vai ter sobrevivido. E vai ter, sobre tudo, vivido.
(Letícia Thompson).
Por que permitimos que as pessoas entrem assim tão dentro da gente a ponto de sairem carregando um pedaço de nós quando partem? Por que nos damos tanto nos entregamos tanto, nos deixamos tanto em mãos não tão cuidadosas dos nossos sentimentos?
Deveríamos aprender a ficar na margem, olhando de longe a paisagem calma e nos satisfazer dessa visão, como quem se fascina com uma miragem. Mas não nos satisfaz olhar. Humanos que somos, precisamos absolutamente sentir, ao risco de nos afogar... e mergulhamos inteiramente.
E, vida afora, vamos mergulhando em promessas de amor eterno, felicidade infinita e mar de rosas. Não nos questionamos sobre probabilidades de perdas e decepções, pois só de pensar já é doloroso.
Dói... dói... dói e dói!... Mas isso não vai nos impedir de continuar, não vai nos impedir de viver. Pedaços de nós são ainda partes de nós e ninguém disse que precisamos chegar à velhice inteiros e sem marcas.
Isso é vida!!! Não desistir, manter-se de pé, doendo, mas de pé, cabeça erguida na direção do desconhecido e peito cheio de esperança que a próxima vez será diferente.
Grandes artistas obtiveram o melhor das suas obras nos grandes momentos de aflição e dor. Faça o mesmo: Mostre o que de grande há em você tirando partido das suas decepções!
Construa-se!!!
Tenha em mente que não é você que não foi digno daquele amor, mas aquele amor que não foi digno de você. E se faz parte da vida caminhar entre flores e espinhos, não se esquive do caminho.
Caminhe!!!
Amanhã talvez seja diferente. E talvez não. Mas entre as subidas e descidas,você vai ter sobrevivido. E vai ter, sobre tudo, vivido.
(Letícia Thompson).
terça-feira, abril 03, 2007
real
Ao sentimento que é uma coisa abstrata.
Talvez abstrata demais.
Sentimento pra ser sentido.
Sentimento pra ser dito, escrito, ouvido, lido, gritado aos quatro ventos.
Sentimento que transborda.
Sentimento sem pra quê. Nem por quê.
Sentimento que gera dúvida, gera culpa, gera pena.
Sentimento que faz sentir como não devia. Que faz sentir não tanto quando devia.
Sentimento abstrato.
Sentimento que se mostra. Que se mostra em atitudes, se mostra em gestos, presentes, presenças, preocupações.
Sentimento que se esconde com medo de outros sentimentos. Medo da falta de sentimentos. E se poda.
Sentimento de esperança. Já sem esperança. De ser real.
Uma realidade abstrata. Abstrata demais, talvez.
E cheia de sentimentos. Que transborda de realidade. Realmente abstrata.
Realmente sentimental. Realmente real. Palpável.
Toque real. Toque com sentimento. Toque com sentimento real. Mas que é real.
Real por que acontece de verdade.
E é de verdade.
E se baseia num sentimento de verdade.
Abstrato, mas real. Na realidade, abstrato e de verdade.
Real. É assim que é. Real.
Talvez abstrata demais.
Sentimento pra ser sentido.
Sentimento pra ser dito, escrito, ouvido, lido, gritado aos quatro ventos.
Sentimento que transborda.
Sentimento sem pra quê. Nem por quê.
Sentimento que gera dúvida, gera culpa, gera pena.
Sentimento que faz sentir como não devia. Que faz sentir não tanto quando devia.
Sentimento abstrato.
Sentimento que se mostra. Que se mostra em atitudes, se mostra em gestos, presentes, presenças, preocupações.
Sentimento que se esconde com medo de outros sentimentos. Medo da falta de sentimentos. E se poda.
Sentimento de esperança. Já sem esperança. De ser real.
Uma realidade abstrata. Abstrata demais, talvez.
E cheia de sentimentos. Que transborda de realidade. Realmente abstrata.
Realmente sentimental. Realmente real. Palpável.
Toque real. Toque com sentimento. Toque com sentimento real. Mas que é real.
Real por que acontece de verdade.
E é de verdade.
E se baseia num sentimento de verdade.
Abstrato, mas real. Na realidade, abstrato e de verdade.
Real. É assim que é. Real.
quinta-feira, março 22, 2007
quantas
Quantas luas eu vi hoje nesse céu de estrelas que tremem e piscam e fogem dos meus dedos que as querem contar?
E quantos eram mesmo aqueles pássaros grandes e negros que planavam ao redor de uma torre alta como se hipnotizados ou atraídos por uma radiação ou um ímã?
Quantas pessoas vieram na direção contrária, como que peixes contra a correnteza do rio para desovar, na saída do metrô, quando uma onda de gente distraída e com pressa anda sem olhar para os lados?
Quantas, das milhões de vezes que o meu pensamento foi te buscar, ele te trouxe de volta ou pelo menos chegou em um momento em que você pensava em mim?
E quantos eram mesmo aqueles pássaros grandes e negros que planavam ao redor de uma torre alta como se hipnotizados ou atraídos por uma radiação ou um ímã?
Quantas pessoas vieram na direção contrária, como que peixes contra a correnteza do rio para desovar, na saída do metrô, quando uma onda de gente distraída e com pressa anda sem olhar para os lados?
Quantas, das milhões de vezes que o meu pensamento foi te buscar, ele te trouxe de volta ou pelo menos chegou em um momento em que você pensava em mim?
segunda-feira, março 19, 2007
segunda feira
Como disse uma vez uma poetisa que eu tenho o prazer de conhecer, hoje amanheceu segunda feira. Mas não pra mim.
Era segunda feira para todos os outros e eles saíam pra trabalhar ou estudar, a maioria deles com aquela cara de segunda feira, aquela mistura de preguiça com ressaca...mas pra mim amanheceu sábado com um sol suave e uma brisa gostosa. E eu ainda ganho um presente. Um presente de sábado. Com aquele cheiro de sábado, cheiroso. Aquele som de sábado e aquela sensação que todo sábado sonha em proporcionar. E depois de um dia com a pele linda e o sangue fino eu anoiteci segunda feira. Anoiteci a melhor segunda feira dos últimos tempos.
Era segunda feira para todos os outros e eles saíam pra trabalhar ou estudar, a maioria deles com aquela cara de segunda feira, aquela mistura de preguiça com ressaca...mas pra mim amanheceu sábado com um sol suave e uma brisa gostosa. E eu ainda ganho um presente. Um presente de sábado. Com aquele cheiro de sábado, cheiroso. Aquele som de sábado e aquela sensação que todo sábado sonha em proporcionar. E depois de um dia com a pele linda e o sangue fino eu anoiteci segunda feira. Anoiteci a melhor segunda feira dos últimos tempos.
sexta-feira, março 09, 2007
futuro
Queria saber a direção que eu estou indo a cada passo que eu dou na minha vida. O que será de mim no futuro? Qual vai ser a minha situação daqui a dois, cinco, dez, vinte anos? Eu vou ser feliz?
Por que ultimamente eu tenho entrado numas de não me preocupar com o futuro e viver intensamente o presente – o que eu acredito ser uma excelente idéia – mas será que minha vida vai conseguir se encaminhar para um futuro razoável?
É que eu fico com medo de estar deixando tudo correr muito solto. Não me preocupo com meu crescimento profissional. “Quero ser analista sênior” é o que todos ouvem de mim enquanto eu vejo meus amigos se formarem e estudarem para concursos melhores. Mas eu não quero ser nada além de uma bancária que talvez, num futuro próximo, tenha tempo e oportunidade de estudar física só pra adquirir conhecimento e talvez cantar e escrever um pouco. Isso parece tão pleno pra mim, mas todas as outras pessoas dizem ser pouco. Que eu devia buscar mais. Será que só eu estou certa?
Tento criar meu filho como se ele fosse um amigo pequeno que precisa de um pouco mais de cuidado que os outros. Tento conversar com ele da forma como eu converso com os meus amigos por que meu maior desejo é que no futuro ele seja meu amigo. Mas eu tenho medo que ele sinta falta de uma mãe. Eu não sei ser mãe. Ainda não consegui aprender e admito ser isso uma fraqueza grande. Mas confesso que me acomodei por que minha mãe e irmãs fazem para o Vi o papel de mãe que eu não consigo fazer. No futuro ele vai me cobrar isso? Cobrar por não ter tido mãe nem pai?
E tenho medo também de acabar a minha vida sozinha. Sem encontrar um “sapato velho pro meu pé cansado”. Sei que ainda sou muito nova e tenho muito tempo até que comece o fim da minha vida, mas com esse medo de comprometimento que eu tenho as vezes eu acho que vai ser sim, sozinha o meu fim.
Preciso me convencer a começar a pensar um pouco no futuro. Há de ser possível fazer isso sem deixar de viver intensamente o presente. Vou tentar. Tentar pensar em 6 meses pra frente, acho que é um bom começo! Tentar parar de fazer planos subjetivos e começar a me programar mais. Mas acontece que é tão difícil encarar esse medo. Estamos falando do futuro. Aquele que só a Deus pertence. Que medo! Por que eu não fico logo quietinha aqui no meu presente? Droga, comecei de novo...
Por que ultimamente eu tenho entrado numas de não me preocupar com o futuro e viver intensamente o presente – o que eu acredito ser uma excelente idéia – mas será que minha vida vai conseguir se encaminhar para um futuro razoável?
É que eu fico com medo de estar deixando tudo correr muito solto. Não me preocupo com meu crescimento profissional. “Quero ser analista sênior” é o que todos ouvem de mim enquanto eu vejo meus amigos se formarem e estudarem para concursos melhores. Mas eu não quero ser nada além de uma bancária que talvez, num futuro próximo, tenha tempo e oportunidade de estudar física só pra adquirir conhecimento e talvez cantar e escrever um pouco. Isso parece tão pleno pra mim, mas todas as outras pessoas dizem ser pouco. Que eu devia buscar mais. Será que só eu estou certa?
Tento criar meu filho como se ele fosse um amigo pequeno que precisa de um pouco mais de cuidado que os outros. Tento conversar com ele da forma como eu converso com os meus amigos por que meu maior desejo é que no futuro ele seja meu amigo. Mas eu tenho medo que ele sinta falta de uma mãe. Eu não sei ser mãe. Ainda não consegui aprender e admito ser isso uma fraqueza grande. Mas confesso que me acomodei por que minha mãe e irmãs fazem para o Vi o papel de mãe que eu não consigo fazer. No futuro ele vai me cobrar isso? Cobrar por não ter tido mãe nem pai?
E tenho medo também de acabar a minha vida sozinha. Sem encontrar um “sapato velho pro meu pé cansado”. Sei que ainda sou muito nova e tenho muito tempo até que comece o fim da minha vida, mas com esse medo de comprometimento que eu tenho as vezes eu acho que vai ser sim, sozinha o meu fim.
Preciso me convencer a começar a pensar um pouco no futuro. Há de ser possível fazer isso sem deixar de viver intensamente o presente. Vou tentar. Tentar pensar em 6 meses pra frente, acho que é um bom começo! Tentar parar de fazer planos subjetivos e começar a me programar mais. Mas acontece que é tão difícil encarar esse medo. Estamos falando do futuro. Aquele que só a Deus pertence. Que medo! Por que eu não fico logo quietinha aqui no meu presente? Droga, comecei de novo...
sexta-feira, março 02, 2007
só
Tudo parece vazio quando se faz comparação com o que já passou.
Lembranças...
De tudo, o que resta é memória.
Tantos dos meus amores que duraram para sempre e já passaram. Mas foram eternos! E estão na memória. Na lembrança e no nada.
No que já acabou, no que, sabe lá se ainda está por vir.
E volta a ficar oco e vazio.
E só
Lembranças...
De tudo, o que resta é memória.
Tantos dos meus amores que duraram para sempre e já passaram. Mas foram eternos! E estão na memória. Na lembrança e no nada.
No que já acabou, no que, sabe lá se ainda está por vir.
E volta a ficar oco e vazio.
E só
quinta-feira, março 01, 2007
sorry
Me desculpa! Hoje eu realizei o quão afoita eu tenho sido. Sua presença me faz bem e eu, como uma ariana desmesurada que sou, a quero em exagero. Às vezes eu sou meio devagar mesmo pra sacar as coisas e por isso te peço desculpas.
Me desculpe pelas vezes – mas também não imagino que tenham sido tantas assim – que a minha ânsia pelo transbordamento da sua carne te obrigou a pensar em desculpas e formas gentis de me contrariar, sem me magoar. A minha ansiedade que é muito grande, mas aos poucos eu estou colocando as coisas no lugar e eu, mulher madura que sou, vou controlar essa minha gula de você.
Me desculpe pelas vezes – mas também não imagino que tenham sido tantas assim – que a minha ânsia pelo transbordamento da sua carne te obrigou a pensar em desculpas e formas gentis de me contrariar, sem me magoar. A minha ansiedade que é muito grande, mas aos poucos eu estou colocando as coisas no lugar e eu, mulher madura que sou, vou controlar essa minha gula de você.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
manifesto do prazer
EU ACREDITO NO PRAZER ETERNO.
Eu não acredito no amor eterno. O amor, esse do qual se fala por aí, é volátil. A gente ama quem nos dá prazer de alguma forma. E não tem nada demais em amar. Me ensinam a cada dia que eu devo ter medo de amar. Que quando a gente ama a gente se entrega e que é pra sempre.
Grande besteira! Eu não sou pra sempre, nem você, nem ninguém.
Sensação é tudo! Sentir é o verbo que rege o universo!
Cada guerra e cada paz que já houve nesse planeta foi de alguma forma motivada por sentimentos.
Eu posso, se eu quiser, amar uma pessoa que me dá prazer hoje, por todo o sempre que durar o prazer que ela me proporciona.
Eu sinto prazer em tanta coisa. Eu amo infinitamente tanta coisa, tantas pessoas enquanto elas me dão prazer.
Eu também acho que o amor – ou o prazer, ou seja lá do que você quer chamar isso que eu sinto – pode sim ser dividido, desde que seja recíproco.
Hoje eu amo uma pessoa. Amanhã posso amar outra, que não o meu filho – que é alguém que me dá um prazer pleno e diário por todos os dias de minha vida – mas uma outra pessoa qualquer que me encha de um prazer momentâneo e sem a menor expectativa de futuro ou de eternidade, o que me dá ainda mais prazer.
Eu gosto de amar assim, sem preocupar, sem pensar no que vem depois.
Eu gosto de ganhar de presente um gozo profundo e que não me pede outra coisa em troca senão o mesmo presente de volta.
Eu amo isso tudo. E eu odeio que me censurem, por que a única coisa que eu busco é um puro e inofensivo prazer. Ninguém pode exigir que eu não sinta. Eu não vou parar de sentir nem que ninguém queira por que eu tenho imaginação e rebeldia suficiente para isso.
E, agora faz o favor, sai da minha cabeça que eu quero dormir sem sonhar.
Eu não acredito no amor eterno. O amor, esse do qual se fala por aí, é volátil. A gente ama quem nos dá prazer de alguma forma. E não tem nada demais em amar. Me ensinam a cada dia que eu devo ter medo de amar. Que quando a gente ama a gente se entrega e que é pra sempre.
Grande besteira! Eu não sou pra sempre, nem você, nem ninguém.
Sensação é tudo! Sentir é o verbo que rege o universo!
Cada guerra e cada paz que já houve nesse planeta foi de alguma forma motivada por sentimentos.
Eu posso, se eu quiser, amar uma pessoa que me dá prazer hoje, por todo o sempre que durar o prazer que ela me proporciona.
Eu sinto prazer em tanta coisa. Eu amo infinitamente tanta coisa, tantas pessoas enquanto elas me dão prazer.
Eu também acho que o amor – ou o prazer, ou seja lá do que você quer chamar isso que eu sinto – pode sim ser dividido, desde que seja recíproco.
Hoje eu amo uma pessoa. Amanhã posso amar outra, que não o meu filho – que é alguém que me dá um prazer pleno e diário por todos os dias de minha vida – mas uma outra pessoa qualquer que me encha de um prazer momentâneo e sem a menor expectativa de futuro ou de eternidade, o que me dá ainda mais prazer.
Eu gosto de amar assim, sem preocupar, sem pensar no que vem depois.
Eu gosto de ganhar de presente um gozo profundo e que não me pede outra coisa em troca senão o mesmo presente de volta.
Eu amo isso tudo. E eu odeio que me censurem, por que a única coisa que eu busco é um puro e inofensivo prazer. Ninguém pode exigir que eu não sinta. Eu não vou parar de sentir nem que ninguém queira por que eu tenho imaginação e rebeldia suficiente para isso.
E, agora faz o favor, sai da minha cabeça que eu quero dormir sem sonhar.
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Pra você que ajudou a fazer o meu carnaval diferente.
Esse meu carnaval foi diferente. Não teve uma viagem (embora o valor gasto no carnaval inteiro pagasse por uma). Não teve destruição. Não teve samba. Sem cabrochas, pierrôs e colombinas.
O som que ficou desse carnaval não foi o das marchinhas de “mamãe eu quero” e nem de samba enredos das escolas de samba da televisão (mas viva a Mocidade Alegre, poderíamos até mesmo buzinar!!!). O som que ficou desse carnaval foi o de gargalhadas. De muitas delas, das mais variadas. Umas mais contidas, outras soltas e despreocupadas. Teve um som de rock n´roll dos bons..., mas o som que ficou mesmo foi o das gargalhadas.
A companhia do meu carnaval não foi a de foliões animados que pulavam ao som do trio elétrico (ou das gargalhadas), e suavam em bicas. A principal companhia do meu carnaval, também não foi os filmes (embora eu tenha me provido de um estoque considerável deles, sem contar com o cinema). Mas a principal companhia do meu carnaval foi a sua presença e a sua ausência. Mais a presença que a ausência – sorte minha!
O cheiro do meu carnaval não foi do perfume que “lançam” por aí. Não foi um cheiro de cachaça (nem de chuva, suor e cerveja). O cheiro do meu carnaval vem de dentro de uma caixinha de cookies e do seu braço. Esse foi o que ficou!
A sensação do meu carnaval não foi a de ressaca... não. Embora pela manhã eu tivesse um sono que nunca acabava, e isso acontecia também dentro do cinema – nunca dormi tão profundamente em uma sala de cinema na minha vida como eu fiz nesse carnaval!!! Mas de uma forma geral, a sensação do meu carnaval foi de uma coisa normal, contínua. Uma sensação simples, linear. Uma sensação de coisa que flui sozinha... Sensação de um manto... Uma sensação boa. Definitivamente boa
Talvez por que você se fez tão presente, e uma companhia tão absurdamente agradável que eu tenha pensado tanto em você no meu carnaval. Talvez por isso eu tenha escrito pra você saber. Pra você saber.
Eu quero mesmo que tenha sido uma troca. Que tudo isso que eu recebi tenha de alguma forma voltado pra você, mas mesmo assim vou ainda agradecer por ter sido tão massa!!
Thanx!
O som que ficou desse carnaval não foi o das marchinhas de “mamãe eu quero” e nem de samba enredos das escolas de samba da televisão (mas viva a Mocidade Alegre, poderíamos até mesmo buzinar!!!). O som que ficou desse carnaval foi o de gargalhadas. De muitas delas, das mais variadas. Umas mais contidas, outras soltas e despreocupadas. Teve um som de rock n´roll dos bons..., mas o som que ficou mesmo foi o das gargalhadas.
A companhia do meu carnaval não foi a de foliões animados que pulavam ao som do trio elétrico (ou das gargalhadas), e suavam em bicas. A principal companhia do meu carnaval, também não foi os filmes (embora eu tenha me provido de um estoque considerável deles, sem contar com o cinema). Mas a principal companhia do meu carnaval foi a sua presença e a sua ausência. Mais a presença que a ausência – sorte minha!
O cheiro do meu carnaval não foi do perfume que “lançam” por aí. Não foi um cheiro de cachaça (nem de chuva, suor e cerveja). O cheiro do meu carnaval vem de dentro de uma caixinha de cookies e do seu braço. Esse foi o que ficou!
A sensação do meu carnaval não foi a de ressaca... não. Embora pela manhã eu tivesse um sono que nunca acabava, e isso acontecia também dentro do cinema – nunca dormi tão profundamente em uma sala de cinema na minha vida como eu fiz nesse carnaval!!! Mas de uma forma geral, a sensação do meu carnaval foi de uma coisa normal, contínua. Uma sensação simples, linear. Uma sensação de coisa que flui sozinha... Sensação de um manto... Uma sensação boa. Definitivamente boa
Talvez por que você se fez tão presente, e uma companhia tão absurdamente agradável que eu tenha pensado tanto em você no meu carnaval. Talvez por isso eu tenha escrito pra você saber. Pra você saber.
Eu quero mesmo que tenha sido uma troca. Que tudo isso que eu recebi tenha de alguma forma voltado pra você, mas mesmo assim vou ainda agradecer por ter sido tão massa!!
Thanx!
domingo, janeiro 21, 2007
verbos
Olhar. Sorriso. Mão. Beijo. Abraço. Sofá. Tv. Cafuné. Braços. Carinhos. Cheiro. Beijo. Beijo. Tv. Conversa. Piada. Estórias. Atenção. Beijo. Cozinha. Coca-cola. Conversa. Tv. Risos. Risos. Beijos. Beijos. Calor. Ventilador. Beijos. Carinhos. Luz. Beijos. Carinho. Calor. Bom. Quente. Orelha. Beijos. Carinhos. Pé. Carinhos. Braço. Quente. Quente. Beijos. Cabelo. Beijos. Cheiro. Cheiro. Pescoço. Dente. Cheiro. Beijo. Carinho. Olho. Sorriso. Carinho. Risos. Barulhos. Silêncios. Quente. Beijos. Amor. Igual. Igual. Beijo. Beijo. Bom. Amor. Cabeça. Coração. Amor. Bom. Beijo. Carinho. Cafuné. Quente. Pesado. Bom. Beijo. Carinho. Sono. Cafuné. Encaixe. Braço. Travesseiro. Bom. Beijo. Sono. Sonho. Mão. Cabelo. Cafuné. Carinho. Carinho. Olhos. Olhos. Carinho. Quente. Ventilador. Sono. Sono. Sono. Despertador. Beijo. Sono. Olhos. Beijo. Roupas. Chaves. Porta. Portão. Carro. Farol. Escada. Banho. Cama. Caderno. Caneta. Travesseiro. Telefone. Sono. Amanhã.
terça-feira, janeiro 16, 2007
igual
Todo dia era sempre a mesma coisa. Aquela rotina batida, vida automática. O que mais a angustiava nem era a rotina em si, mas a falta de perspectiva de mudança. O medo de nunca, nada se tornar diferente. Mas acontece, que ela também tinha medo de mudar. Ela tinha tanto medo de mudança que ela comprava sempre o mesmo xampu, o mesmo creme, o mesmo perfume, as mesmas calcinhas na mesma loja. Quando ia para o seu trabalho entrava todo dia no mesmo vagão do metrô. Encontrava lá as mesmas pessoas, o que a fazia crer que não era só ela que fazia as coisas do mesmo jeito sempre. O mesmo café da manhã, o mesmo almoço, as mesmas piadas, as mesmas conversas. O mesmo trabalho, discussões e brigas. A volta pra casa igual. O banho igual e o sono igual. Ela chegou a sonhar igual. Tudo igual.
Mas aí, tudo mudou.
Mas aí, tudo mudou.
sábado, janeiro 06, 2007
brinde
Hoje, meus amigos, eu quero propor um brinde às coisas simples!
Um brinde a um dia tranqüilo, a uma comida gostosa, a uma música que a gente não escuta há muito tempo.
Queria brindar às crianças brincando até ficarem parecendo uns porquinhos felizes com as bochechas rosadas e as bocas lambuzadas de chocolate.
Um brinde à uma cerveja bem gelada – brindemos com ela!
A um cafuné espontâneo, a um coração que dispara e dá frio na barriga.
Vamos brindar aos bolos de chocolate e a um ou dois dias de saudade, não mais do que isso.
Um brinde ao momento em que se mata a saudade e que se faz as pazes.
Um brinde a um beijo na boca bem dado, a uma noite bem dormida e a um sonho bom.
Um brinde a um dia tranqüilo, a uma comida gostosa, a uma música que a gente não escuta há muito tempo.
Queria brindar às crianças brincando até ficarem parecendo uns porquinhos felizes com as bochechas rosadas e as bocas lambuzadas de chocolate.
Um brinde à uma cerveja bem gelada – brindemos com ela!
A um cafuné espontâneo, a um coração que dispara e dá frio na barriga.
Vamos brindar aos bolos de chocolate e a um ou dois dias de saudade, não mais do que isso.
Um brinde ao momento em que se mata a saudade e que se faz as pazes.
Um brinde a um beijo na boca bem dado, a uma noite bem dormida e a um sonho bom.
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Vou-me embora para passárgada
Vou-me embora pra Passárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada
Vou-me embora pra Passárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Passárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Lá sou amigo do rei
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada
Manoel Bandeira
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada
Vou-me embora pra Passárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Passárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Lá sou amigo do rei
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Passárgada
Manoel Bandeira
quinta-feira, dezembro 14, 2006
De Babe Lavenère (desculpe o engano!!)
Íntimo Decreto Lei 27112003, Carmesim ou Pequena Ode ao Homem Desencantado
Dar um fim às coisas que já tiveram fim.
Dar um fim às coisas que já tiveram fim.
Estou dolorida,
Sinto medo, ai de mim!
Quero sentir outras coisas. Melhores. Mais vida!
Das cores, a mais: quero o carmim.
Uma paixão arrebatadora e falada.
Uma paixão arrebatadora e falada.
Se for príncipe encantado: nego,
Quero coisa desencantada!
Mas não ao desencanto, disso não sossego.
Ao homem real: nascí pra ser amada
Ai, como era bom!!!
Eu gosto tanto de te saber aqui por exemplo, numa segunda feira de manhã. É tão bom conversar horas de besteira com você nas posições em que acomodamos mais esdruxulamente as nossas pernas. E você esticar um pouquinho o seu braço e brincar com um carrinho esquecido embaixo da cama enquanto eu carinho as suas costas. E te beijar e começar tudo outra vez, sem pressa. Observar suas mãos, encaixar os meus pés nos seus, fazer amor até cansar. Tomar um banho e voltar pra cama. Sem pressa. E pensar em como você não tem noção de como eu me sinto ao te beijar no meio de um supermercado com desejo suficiente pra te amar para o resto de minha vida.
terça-feira, dezembro 12, 2006
tema recorrente
É no domingo que tudo fica pior por que sozinha eu sou todos os dias, mas no domingo eu sou mais. No domingo, o dia se arrasta. Parece que tudo fica mais preguiçoso, mais quieto e eu mais sozinha. No domingo eu não tenho saco, não tenho paciência. E sou mais sozinha.
Era pra ser no domingo que eu passaria toda a manhã na cama, mas não sozinha.
No domingo eu almoçaria alguma coisa bem gostosa e iria ao cinema a tarde. Tomaria um sorvete ou um café.
Ou então, clube pela manhã, muito sol, papo animado. Um cochilo comprido a tarde com direito a muito carinho, um banho a dois, jantarzinho e amor. Amor sem fim.
Ah, mas hoje eu estou me sentindo tão sozinha!
Era pra ser no domingo que eu passaria toda a manhã na cama, mas não sozinha.
No domingo eu almoçaria alguma coisa bem gostosa e iria ao cinema a tarde. Tomaria um sorvete ou um café.
Ou então, clube pela manhã, muito sol, papo animado. Um cochilo comprido a tarde com direito a muito carinho, um banho a dois, jantarzinho e amor. Amor sem fim.
Ah, mas hoje eu estou me sentindo tão sozinha!
domingo, novembro 12, 2006
:)
Uma flor. Uma bem colorida, e um beija flor. Daqueles pequenininhos meio azulados.
Som de passarinhos e de água correndo. Árvores. Muitas.
E grama, mas daquelas que não pinicam.
Algumas borboletas amarelas e azuis.
Música. Musiquinha baixinha.
Umas crianças brincando perto de um laguinho.
Uma cesta de piquenique com muitas coisas gostosas.
Colo de mãe. Colo de filho.
Companhia de amigos. Sorriso.
Gargalhada. Chorar de rir. Férias.
I am feellin´ good!
Som de passarinhos e de água correndo. Árvores. Muitas.
E grama, mas daquelas que não pinicam.
Algumas borboletas amarelas e azuis.
Música. Musiquinha baixinha.
Umas crianças brincando perto de um laguinho.
Uma cesta de piquenique com muitas coisas gostosas.
Colo de mãe. Colo de filho.
Companhia de amigos. Sorriso.
Gargalhada. Chorar de rir. Férias.
I am feellin´ good!
domingo, novembro 05, 2006
por que as vezes, parece fazer sentido de novo...
De repente me veio o seu cheiro. Aquele que eu gosto tanto. O cheiro que você tem quando você chega. Na verdade, o cheiro do seu perfume. Um cheiro que vem de perto do seu pescoço. Esse cheiro me traz tanta coisa boa!!! E, sabe que pensando no cheiro do seu perfume, me veio agora o seu cheiro. O seu mesmo, o da sua pele. Um cheiro que nenhum outro ser humano tem. Um cheiro que eu seria capaz de farejar a metros, quilômetros, de uma forma totalmente animal, selvagem. O cheiro que tem suas costas quando depois e a sua bochecha quando antes.
E engraçado é que começam a me vir os seus cheiros sem parar... seus sons.
Eu conheço o cheiro do seu hálito, cheiro dos seus cabelos, das suas roupas, do interior do seu carro e até da sua casa.
Conheço o som de você dormindo, rindo, falando, resmungando, seus instrumentos, suas táticas, manhas e artimanhas.
Eu te conheço mais do que você pode imaginar. Eu sei o que você quer me dizer com suas meias palavras e atitudes disfarçadas. Te conheço muito melhor do que você pode imaginar
E engraçado é que começam a me vir os seus cheiros sem parar... seus sons.
Eu conheço o cheiro do seu hálito, cheiro dos seus cabelos, das suas roupas, do interior do seu carro e até da sua casa.
Conheço o som de você dormindo, rindo, falando, resmungando, seus instrumentos, suas táticas, manhas e artimanhas.
Eu te conheço mais do que você pode imaginar. Eu sei o que você quer me dizer com suas meias palavras e atitudes disfarçadas. Te conheço muito melhor do que você pode imaginar
sexta-feira, novembro 03, 2006
Da série: Músicas que falam por mim...
Amor é um livro (um livro bom)
Sexo é esporte (é, eu diria que sim)
Sexo é escolha
Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
(..)
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão
Sexo é pagão
(...)
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval (seguuuuura mangueiraaaa!!!
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...
Amor sem sexo, É amizade
Sexo sem amor, É vontade
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois
E tal e coisa... e coisa e tal!!!
Composição: Cilze Mariane Costa Honório, Rita Lee, Roberto de Carvalho e Arnaldo Jabor
Aparentemente, para mim o sexo é vermelho e o amor é cor de rosa
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